Hydroman
Autor: Gedeone Malagola e Momoki Akimoto
Ano: 1965
Alter Ego: Hydroman
Poderes: força física extrema, familiaridade com a magia, suporta altas pressões do fundo mar, pistola de raio congelante
Base de Atuação: Planeta Terra - Estreito de Gibraltar - Cidade de Atlântida
Hydroman - Criado em 1965 por Momoki Akimoto e Gedeone Malagola, foi publicado pela primeira vez na revista RAIO NEGRO Nº 11, em 1968. Hydroman é um príncipe de Atlântida, uma esplendorosa cidade submersa. Ele é uma espécie de protetor dos mares, de onde monitora eventos que possam desencadear algum tipo de calamidade ou produzir algum dano tanto para seres humanos como para seu povo anfíbio, em qualquer parte do globo, por meio de equipamentos monitorados pelo sábio Tynk. O super herói submarino é dotado de força física extrema, tanto embaixo d’água como na superfície (destruiu um laboratório com suas próprias mãos), e tem familiaridade com a magia ao anular um feitiço de redução de tamanho. Como um ser submarino, sem qualquer traje adicional, ele suporta altas pressões do fundo mar. Usa como arma uma pistola de raio congelante. Respira tanto na superfície como sob às águas. Tem como inimigos Thok, o Mágico, da dimensão conhecida como Terra do Tempo Parado, e o cientista megalomaníaco Op-Art, que manipula a realidade com alta tecnologia. Ele também é conhecido como Deus do Mar por algumas populações em pontos extremos do continente. Sua pele é esverdeada e ele traja um colante amarelado que lhe cobre até o rosto, como um elmo. O Atlanteano não tem nome civil revelado e faz parte do mesmo Universo do Raio Negro e Homem-Lua
Hydroman foi o primeiro super-herói brasileiro a ter nome em inglês. Essa prática de “americanizar” nomes de heróis é um recurso muito utilizado por nossos editores. A ideia é chamar atenção do leitor tupiniquim, avesso a personagens patrícios. Esse leitor vê, desavisado, a capa da revista nas bancas e, pensando tratar-se de um novo herói americano, compra o gibi, meio às pressas, só percebendo que foi “iludido” depois. Mas aí já é tarde demais.
A ideia de lançar HYDROMAN surgiu nos anos 60, quando o quadrinista Momoki Akimoto propôs ao colega Gedeone Malagola fazer um personagem tipo The Sub-Mariner (mais conhecido entre nós como Namor). Apesar de estar sobrecarregado de trabalho, Gedeone aceitou o convite, pois a nova HQ seria feita por duas pessoas e, portanto, não cansaria tanto. Akimoto sugeriu que o personagem se chamasse HYDROMAN. Ambos não sabiam que já existia um super-herói com esse nome, nos States. Era uma criação dos anos 40, de Bill Everett. Apesar de ter sido um herói promissor, HYDROMAN só teve três aventuras publicadas, sendo uma delas a aventura principal da RAIO NEGRO Nº 14 (1969), a única em que ele figura na capa com lápis de Akimoto e arte-final de Gedeone.
Na primeira aventura, os leitores ficavam sabendo que o protagonista operava de uma base, a lendária e submersa cidade de Atlântida. Sua principal arma era uma pistola de gelo que, ao ser disparada, congelava instantaneamente seus adversários. Quando não usava sua arma, o herói se valia dos punhos para derrotar os inimigos.
Apesar da arte bem feita, a série carecia de um bom roteiro. Na primeira aventura, por exemplo, o herói não dizia a que vinha. Faltava um aprofundamento psicológico no herói, se bem que, naquela época, vale lembrar, os gibis de super-heróis não tinham a preocupação com roteiros inteligentes. O que contava mesmo era a aventura pura e simples, com o mocinho se preocupando apenas em derrotar o bandido. Somente a partir de 1967, com os heróis Marvel, de Jack Kirby, é que a moda dos heróis problemáticos pegou no Brasil.
Comando Justiça
Hydroman é membro fundador da equipe Comando Justiça, sendo a única equipe que faz parte, que é uma equipe de super heróis clássicos brasileiros criado pelo quadrinista Darlei Nunez em 1995. Trata-se de uma homenagem aos nossos Super Heróis Brasileiros, das décadas de 50, 60 e 70 que, em muitos casos, estavam sem lançamentos oficiais desde sua publicação original. O conceito utilizado por Darlei é que os heróis atuariam seguindo a sua própria linha do tempo da publicação original e que anos depois, novos heróis (dependendo do caso) vestiriam o uniforme e defenderiam o Brasil. Logo esse grupo é composto por sucessores desses heróis. Oriundo de Atlântida, Hydroman aqui é o mesmo herói da década de 60. Os Atlanteanos envelhecem lentamente. Hydroman tem um papel fundamental na equipe pois suas habilidades telepáticas são o elo de ligação nas ações do grupo.
Pelo que se sabe, HYDROMAN e RAIO NEGRO foram os primeiros super-heróis brasileiros a participarem de um encontro (hoje, “cross-over”). Foi quando os dois se uniram na HQ “Invasão das Estrelas”, que muitos elogiaram. Nesta aventura Hydroman, o príncipe de Atlântida - a Cidade Submersa, se alia ao Raio Negro para combater o vilão Op Art.
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| Hydroman - por A.A.E.I/2026 |
Após o cancelamento de nosso homem do fundo do mar, a GEP (Gráfica Editora Penteado) tentou, em 1969, outro personagem submarino. Era Fantar, de Edmundo Rodrigues e Milton Mattos, sobre um anti-herói tipo Namor que queria destruir não só os habitantes da superfície como também os moradores das profundezas marítimas. Não deu muito certo. Em 2019 Hydroman participa do Grande Almanaque dos Super Heróis Brasileiros da Chiaroscuro Studios. É um livro de artes produzido com o intuito de reintroduzir e reimaginar alguns dos mais notórios super heróis nacionais. É o quarto Yearbook da agenciadora e editora e serve como uma verdadeira enciclopédia para o lore dos super-heróis brasileiros.
No início dos anos 80, a Grafipar de Curitiba planejou trazer HYDROMAN de volta, mas infelizmente o projeto não deu certo (só foram reprisadas três aventuras) e hoje o personagem só vive na lembrança dos leitores mais nostálgicos, infelizmente. O personagem tem participação em 15 revistas segundo o site Guia dos Quadrinhos.
Hydroman - por Lancelott Martins/2009











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