Libertas


Super Equipe: Libertas
Autor: Gabriel Billy
Ano: 2010
Alter Ego: Velta (Katia Maria); Homem de Preto (identidade cível não revelada); O Gralha (Gustavo Gomes), Penitência (Irmã Maria do Amparo) e Serpente (Rafael)
Poderes: Velta (Dispara raios bioenergéticos sob forma luminosa, corrente elétrica ou explosiva através do corpo); Homem de Preto (O Homem de Preto não usa armas, exceto uma corrente de cerca de um metro de comprimento com um gancho numa das extremidades; agilidade fora do comum, hábil lutador, extraordinária força física); O Gralha (Gustavo herdou as Gemas do Poder, que canalizam tecnologia alienígena para conceder habilidades: Voo: Velocidade de até 300 km/h, Super-força: Capaz de erguer até 10 toneladas, Grito do Gralha:Emissão de frequências sonoras destrutivas, Ventriloquismo: Criação de vozes projetadas, Super-audição: Alcance de até 30 metros ao ar livre, Poder de Sugestão: Manipulação da percepção através de frequências sonoras; Penitência (Ela pode mesclar-se as trevas, tornando-se parte delas. Na forma sombria é capaz de reduzir sua densidade corporal até o ponto da intangibilidade. se utiliza de um estranho artefato em forma de cruz para projetar as chamas divinas, uma espécie de energia mística capaz de gerar terríveis ilusões), Serpente (Ele possue uma tatuagem viva de serpente em seu corpo (que se chama "Trevas") e é na verdade a alma de um imoogi que está hospedado em seu corpo e lhe garante poderes como maior força, velocidade e resistência. Imoogi é uma imensa serpente da mitologia coreana. A tatuagem também fala e se move em seu corpo)
Base de Atuação: Planeta Terra - Brasil - Território Nacional

Libertas - Trata-se de um super-grupo que conta com a participação de alguns heróis já conhecidos no cenário brasileiro, como a Velta e Homem de Preto, ambos de autoria do Emir Ribeiro; O Gralha (criado por vários artistas nacionais), a Penitência (de Marcos Franco) e o Serpente de autoria do próprio Billy Gabriel. Juntos eles enfrentam uma entidade de forças sem medidas chamada "Caos", que agora ameaça destruir o planeta Terra. No prólogo da aventura "Ordem e Caos" diz: "Os anos 60 do século XX foram pródigos no aparecimento de tipos fantasiados, supostamente detentores de poderes anormais ou paranormais. Em ameaças maiores, alguns desses tipos se reuniam num projeto de defesa da Nação brasileira. O projeto Libertas, organizado pelo militar Sales. Alguns dos heróis foram bastante conhecidos defendendo o Brasil pelo Libertas, um herói de anel com poderes, um herói que representava um número e um exímio lutador de artes marciais foram os mais destacados.  Tais heróis sumiram repentinamente antes do fim da ditadura militar. Há quem afirme não passarem de gente fictícia, idealizada pelos militares com o fito de causar mais medo aos opositores do regime.  Há quem afirme que quando o caos retornar, tais seres também retornarão.

Início do Projeto Libertas:
Segundo o autor em uma matéria de 2015, ele explicou: A ideia era criar uma história em quadrinhos de super-heróis com um grupo formado de personagens das HQs  brasileiras. Pedi autorização da galera que criou os personagens e o grupo ficou com a Velta e o Homem de Preto, do Emir Ribeiro,  O Gralha que era da equipe criadora do personagem, a Penitência do Marcos Franco e o Serpente que era um personagem meu. 

Tudo começou com um desenho que colori como estudo de cor em 2007. Era um desenho do Tony Brandão, que tinha a Velta, o Capitão 7 e o Raio Negro. Ele fez o desenho, que era apenas um estudo em cima de uma arte do Ed Bennes (do Batman, mulher maravilha e Super Homem) e eu colori e alimentei a ideia de ir a luta para fazer uma HQ com aqueles personagens. Surgia ali a HQ que chamei de "Trindade Nacional".
Libertas - por A.A.E.I/2026
Libertas - por A.A.E.I/2026


Entrei em contato com o Emir Ribeiro e ele foi muito companheiro e topou sem problemas a utilização da Velta. Para o Capitão 7 eu entrei em contato telefônico com um cara chamado Danyael Lopes, que fazia uma HQ 3D do Capitão 7. Ele estava muito decepcionado na época, porque, de acordo com ele, a HQ 3D do personagem tinha conseguido uma boa repercussão, mas a família detentora do direito autoral do personagem começou a exigir valores mais altos e travou o projeto dele. Como eu não conhecia ninguém da família do criador do Capitão 7, vi que seria complicado trabalhar com aquele herói. 

O Raio Negro eu tinha o telefone do seu criador, o Gedeone (não me perguntem como eu conseguia o contato dessa galera, eu mesmo não lembro), mas ele estava muito doente, e fiquei com medo de incomodá-lo.

Acabou que minha Trindade ficou só com a Velta. Vejam a notícia sobre a Trindade Nacional no site Bigorna (saudoso!): http://www.bigorna.net/?secao=noticias&id=1178251311

E a imagem que moveu tudo:

Trindade Nacional - por Tony Brandão/2007

Sem o Capitão 7 e o Raio Negro eu tive que montar um novo grupo. Pensei em algo maior, com 5 personagens, ao invés de 3. Chamei a HQ de "Projeto B" provisoriamente.  Falei com o Emir para poder utilizar o Homem de Preto, que era o meu personagem favorito do universo dele, além de ser um personagem mais obscuro e misterioso; entrei em contato com o Tako X para pedir permissão em relação ao Gralha!, que é um personagem extremamente interessante e divertido e caía como uma luva para um grupo mais coeso; e falei com o Marcos Franco para utilizar a Penitência, que era uma personagem envolvida com magia. Decidi lançar meu personagem também (Serpente), que era um personagem mais revoltado, com uma veia de anti-herói.

Chamei o desenhista Ricardo Santos para a primeira edição e o desenhista Golden Ration para a segunda. O Golden deu uma sumida, depois me ligou dizendo que estava tendo infartos, ataques cardíacos, algo assim. Ele trabalhava como Motorista de ônibus, e teve que parar o trabalho. Eu tinha pagado algumas páginas adiantado, então fiz um acordo com ele, que quando ele melhorasse ele fizesse alguns trabalhos pra mim. Ele fez, depois mostro, mas já não era no Libertas mais. Vejam o lápis dele em 2 páginas para o Libertas.
Libertas - por Golden Ration/2010




Libertas - por Golden Ration/2010





O Colorista seria um cara que me deu um calote. Sim, eu paguei adiantado, e tomei calote do colorista e tive esse incidente do Golden Ratio. Essas coisas minaram um pouco o projeto.

No fim, as duas Edições ficaram a primeira com a arte do grande amigo Ricardo Santos, e as cores do grande Geraldo Filho. A segunda o desenho foi do Jocivaldo, que tem um trabalho muito legal com mangás, e as cores minhas. 

Libertas - por Jocivaldo Alves/2010

As geniais capas foram do Hugo Araújo da primeira edição e da segunda foi do José Carlos. E o lançamento ficou pelo site NHQ (do Gon), que era um site muito bacana de quadrinhos independentes publicados na internet.

Chamei dois amigos para concluir a minissérie que era planejada para ter 4 edições, o Miguel Rude e o Renan Laviola, eles prontamente me ajudaram e fizeram um roteiro para os 2 últimos números, aparando as minhas falhas e dando mais profundidade a história, mas não conseguíamos concluir, pois fiquei sem dinheiro para pagar novos desenhos, e o projeto estacionou, ficando com apenas duas edições lançadas.
Libertas, ED. 01 - por Hugo Araújo/2010
Libertas, ED. 02 - por Zé Carlos/2010
 
Hoje, cinco anos depois (levando em consideração que a matéria foi em 2015 e o lançamento das edições em 2010), diversos livros lidos, diversas Hqs lidas, 4 livros escritos, 1 livro publicado, uma editora criada, N filmes visto, faculdade de arte cursando, diversos estudos de arte e etc. Eu sou outra pessoa, certamente eu mudaria muito essa HQ, ela seria mais robusta, com certeza; mas não posso negar que me traz um bom sentimento nostálgico ver suas páginas. Lembra de uma época não tão distante que eu era capaz de sonhar mais. Tenho planos com um amigo de refazer o projeto Libertas, quem sabe.

Libertas - por Zé Carlos/2010

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